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Pedir para e Pedir que - circunstâncias de uso

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte Tais expressões estão relacionadas a pressupostos semânticos

Tais expressões estão relacionadas a pressupostos semânticos

Estamos, pois, diante de dois casos nos quais a semântica se revela como fator preponderante. Mas, afinal, quais seriam as características que determinam o uso de tais expressões? No intuito de descobri-las, analisemos os enunciados que seguem: 



Atendo-nos à questão relativa à semântica, há que se constatar que o primeiro exemplo traz em si a ideia de permissão, licença, mesmo que implícita, ou seja:


Os alunos pediram licença/permissão para sair mais cedo do treino. 


Dessa forma, constata-se que a expressão “pedir para” (no caso, pediram, uma vez que o verbo se apresenta flexionado) se adéqua ao padrão formal da linguagem. 

Já no que se refere ao segundo enunciado, tal constatação não prevalece, visto que a ideia em questão não se faz presente. Assim sendo, em virtude desse aspecto, o uso da preposição “para” é dispensável. Faz-se necessário, portanto, que o discurso seja reformulado. Assim, com vistas a concretizarmos tal intento, é bem possível que obteremos como resultado:

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Os alunos pediram que o professor explicasse novamente o conteúdo.


Partindo-se dessa premissa, vale reforçarmos todos os postulados ora em questão, baseando-nos no seguinte esquema:



Assim, outros exemplos tornam-se também dignos de nota, tais como:


Durante a reunião, alguns sócios pediram para expor seu posicionamento em relação ao assunto abordado.

Peço que não me julgues culpado pelos acontecimentos.