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Análise Cromatográfica ou Cromatografia

A cromatografia é um tipo de separação de misturas homogêneas, que permite não só a determinação da quantidade de componentes, mas também a sua identificação pela cor.

Por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça Cromatografia de tinta preta sobre papel (fase estacionária), suspensa sobre um copo de água (fase móvel)*

Cromatografia de tinta preta sobre papel (fase estacionária), suspensa sobre um copo de água (fase móvel)*

A Análise Cromatográfica ou Cromatografia é um tipo físico de separação dos componentes de misturas que possuem sólidos dissolvidos em líquido.  Essa técnica baseia-se na migração diferencial de tais componentes, que possuem diferentes interações com duas fases, a fase móvel e a fase estacionária.

Por exemplo, um tipo de cromatografia é a em papel, em que se coloca uma gota da mistura que se deseja separar em um determinado ponto que fica a cerca de um dedo do final de uma tira de papel de filtro. A parte da extremidade do papel que não contém a gota é colocada em um recipiente com um solvente apropriado, como o álcool, que é bem tampado. Nesse caso, a fase estacionária é o papel, enquanto o álcool constitui a fase móvel, porque ele é um líquido volátil que será com o tempo absorvido pelo papel e irá interagir com os componentes da mistura.

Exemplo de cromatografia no papel

Desse modo, os componentes são “arrastados” com diferentes velocidades sobre o papel e são separados. Os que possuem uma interação mais forte com a celulose do papel do que com o solvente ficam nas partes mais inferiores, enquanto os que possuem as interações mais fortes com o solvente são arrastados para as partes mais superiores.

Na figura abaixo é mostrado que a cromatografia em papel de uma tinta preta, como a de uma caneta hidrográfica, revela que ela é formada por vários componentes, como tintas roxa e azul:

Resultado de cromatografia no papel de tinta preta

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A cromatografia em papel (CP) é um dos tipos de cromatografia planar mais usados em laboratório para separar compostos polares, sendo que a água é uma das fases estacionárias mais usadas nesse caso.

Existem vários tipos de cromatografia, que podem ser classificados de acordo com a forma física do sistema cromatográfico, com o tipo de fase móvel empregado, com o tipo de fase estacionária e pelo modo de separação.

Se considerarmos o primeiro critério, que é quanto à forma física, teremos dois tipos de cromatografia: a planar e a em coluna.

A cromatografia em papel é um tipo de cromatografia planar, e outro exemplo desse tipo que também é muito importante é a cromatografia em camada delgada (CCD), em que se usa uma placa de vidro coberta por uma camada de sílica-gel, ou alumina, terra diatomácea ou celulose, que funcionam como a fase estacionária. As amostras são aplicadas nela por meio de um tubo capilar. Depois essa placa é colocada em uma cuba de vidro onde está a fase móvel que será um solvente apropriado. 

Cromatografia em coluna de tubo aberto empacotada com sílica-gel

Três exemplos principais de cromatografias em colunas são a cromatografia líquida clássica, cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e a cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR). Cada uma dessas cromatografias será analisada mais detalhadamente em textos posteriores.

* Créditos da imagem: Autor: Oscar /Fonte: Wikimedia Commons.