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Éter etílico e seu uso como anestésico

Por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça O éter etílico, descoberto por Valerius Cordus, é o éter de maior importância em nossa sociedade

O éter etílico, descoberto por Valerius Cordus, é o éter de maior importância em nossa sociedade

O éter etílico, também conhecido pelos nomes éter dietílico, éter sulfúrico, éter comum ou simplesmente éter, é na realidade o composto químico etoxietano, pertencente ao grupo funcional dos éteres (compostos que possuem o oxigênio entre dois carbonos) cuja fórmula estrutural é:

Fórmula estrutural do éter etílico (etoxietano)

Esse composto foi descoberto em 1540 pelo botânico alemão Valerius Cordus (1515-1544), quando ele submeteu o álcool etílico à ação do ácido sulfúrico. E em 1842 passou a ser utilizado nos Estados Unidos como anestésico. Sua primeira utilização foi em uma cirurgia de pequeno porte, realizada por Crawford Williamson Long (1815-1878).

Uso do éter comum como anestésico

Quando passado sobre a pele, a sua evaporação proporciona uma sensação de frio e uma diminuição da sensibilidade, podendo ser usado para aplicar injeções. Mas, seu uso como anestésico por inalação proporcionou que cirurgias mais invasivas pudessem ser feitas.

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 No entanto, esse anestésico apresentava alguns perigos, como, por exemplo, o fato de ser tóxico, causando irritação no trato respiratório e mal-estar no paciente. Além disso, ele é muito inflamável, podendo ocasionar um incêndio na sala de cirurgia. Ele reage com o oxigênio do ar, formando um peróxido de hidrogênio que provavelmente atua detonando a explosão. Por isso, com o passar do tempo, o éter etílico foi substituído por outros anestésicos mais seguros.

Atualmente, ele é mais utilizado em laboratório, como solvente apolar, para a extração de óleos, gorduras, essências e perfumes de origem vegetal e animal. Ele é até mesmo considerado o melhor solvente para extrair cocaína das folhas de coca. Por isso, sua comercialização é controlada pela Polícia Federal.