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Marie Curie (1867-1934)

Por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça A maior cientista de todos os tempos: Marie Curie

A maior cientista de todos os tempos: Marie Curie

Maria Sklodowska nasceu em 1867 na cidade de Varsóvia, na Polônia. Era uma aluna exemplar que terminou o colegial com apenas 15 anos de idade. Seus estudos eram de importância primordial em sua vida, no entanto, era proibido, em seu país, que mulheres frequentassem universidades, não importando o quão brilhantes e inteligentes fossem.

Porém, isso não a fez desistir, pelo contrário, ela traçou um plano: trabalharia como governanta para juntar uma quantidade de dinheiro que lhe possibilitasse ir para Paris e continuar seus estudos; ainda mais que sua irmã mais velha já residia nessa cidade.

Seus planos deram certo: no ano de 1891 ela rumou para esta cidade francesa e na Universidade de Sorbonne, aos 24 anos de idade, conheceu o jovem físico Pierre Curie (1859-1908), por quem se apaixonou e com quem se casou. Ela passou a adotar o nome francês Marie Sklodowska Curie e a ser conhecida como Madame Curie.

Este casamento rendeu muitos frutos para o campo científico, pois ambos eram muito interessados pelos fenômenos da radioatividade e nos estudos de Antoine Henri Becquerel (1852-1912).

Abaixo vemos uma foto do casal estudando meticulosamente as propriedades dos sais urânicos. Este casal ajudou Becquerel a constatar que a propriedade de emissão de raios era comum a todas as substâncias que continham o elemento químico urânio. Esta propriedade foi chamada pela primeira vez de “radioatividade” por Marie Curie.

Casal Curie em suas pesquisas e estudos sobre a radioatividade
Casal Curie em suas pesquisas e estudos sobre a radioatividade.

Bequerel sugeriu à sua aluna de doutorado, Marie Curie, que estudassem a pechblenda ou uranita (óxido de urânio – UO2), que era um minério com uma quantidade de radiação muito maior que a do urânio metálico isolado.

Depois de muito trabalho árduo, ela descobriu um elemento que chamou de polônio, em homenagem à sua terra natal. Este elemento era 60 vezes mais radioativo que o urânio. No entanto, a radioatividade do minério puro ainda era muito maior. Por isso, novamente repetiram os estudos com muito mais cuidado e, em 1898, anunciaram a descoberta de um elemento 2 milhões de vezes mais radioativo: o rádio, que recebeu este nome por ser o mais radioativo.

Assim, em 1903, ela, juntamente com seu marido Pierre e Becquerel, dividiram o prêmio Nobel de Física, pela descoberta desses elementos.

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Entretanto, toda essa felicidade teve uma trégua: em 1906, seu marido, Pierre Curie foi tragicamente atropelado por uma carruagem às margens do Rio Sena. E, assim, ela teve que criar suas duas filhas sozinha, continuar suas pesquisas e ainda lecionar na Universidade de Sorbonne; da qual inclusive ela foi a primeira professora mulher.

Ela continuou estudando as propriedades do polônio e do rádio, e em 1911 recebeu novamente o Prêmio Nobel, desta vez de Química.

Marie Curie é a única pessoa da história (mulher ou homem) a ganhar o Prêmio Nobel em duas ciências distintas.

Ela se tornou a maior cientista de todos os tempos. Abaixo vemos duas fotos muito famosas em que se reuniram cientistas famosos e Marie Curie estava presente:

Conferência Científica em Bruxelas (1911), entre os participantes vemos Marie Curie (segunda sentada do lado direito), Albert Einstein, Rutherford entre outros.
Conferência Científica em Bruxelas (1911), entre os participantes vemos Marie Curie (segunda sentada do lado direito), Albert Einstein, Rutherford entre outros.

Congresso em Sovay (1927), dos 29 cientistas reunidos, 17 ganharam o Prêmio Nobel. Além de Madame Curie, em destaque, outros cientistas que participaram foram Pauli, Schrödinger, Einstein, Bohr, Planck, Lorentz e Heisenberg
Congresso em Sovay (1927), dos 29 cientistas reunidos, 17 ganharam o Prêmio Nobel. Além de Madame Curie, em destaque, outros cientistas que participaram foram Pauli, Schrödinger, Einstein, Bohr, Planck, Lorentz e Heisenberg.

Marie Curie morreu em 4 de julho de 1934, com 67 anos de idade, vítima de câncer devido às radiações a que tanto ficou exposta. Até hoje existem altíssimos níveis de radiação no laboratório em que ela trabalhava.

Mas seu legado não terminou por aí. Sua filha mais nova, Eve, tornou-se escritora, e sua filha mais velha, Irène, acompanhou os passos da mãe, estudando o campo nuclear juntamente com seu marido, o físico francês Frédéric Joliot-Curie. E receberam em 1935 o Prêmio Nobel de Química, pela descoberta da radioatividade artificial.

Marie Curie e suas duas filhas, Eve e Irène, ganhadora do Prêmio Nobel de Química em 1935.
Marie Curie e suas duas filhas, Eve e Irène, ganhadora do Prêmio Nobel de Química em 1935.