Alunos Online


Radiações alfa, beta e gama

Por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça As emissões radioativas possuem diferentes poderes de penetração e, consequentemente, diferentes efeitos nos seres vivos

As emissões radioativas possuem diferentes poderes de penetração e, consequentemente, diferentes efeitos nos seres vivos

O cientista neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) estudou a natureza das radiações por meio da observação de seu desvio em um campo magnético.

Experimento de Rutherford com radiações alfa, beta e gama

Observe na figura acima que ao submeter um feixe de radiações a um campo eletromagnético externo, Rutherford observou a existência de três tipos distintos de radiações: radiações alfa (α), beta (β) e gama (γ). Vejamos cada uma dessas radiações:

  • Radiação alfa (α): visto que sofriam desvio no sentido do polo negativo do campo eletromagnético criado, isso indicava que se tratava de partículas com carga elétrica positiva e que possuíam massa. Hoje sabemos que a radiação alfa se trata na realidade de dois prótons e dois nêutrons (como o núcleo do átomo de hélio). Assim, é representada da seguinte forma: 24α2+.

Quando essa radiação é emitida pelo núcleo, o átomo perde quatro unidades em seu número de massa (A = prótons + nêutrons) e duas unidades em seu número atômico (Z = prótons), conforme o esquema genérico e o exemplo:

Emissão de radiação alfa

Seu poder de penetração é baixo (isto é, sua capacidade de atravessar materiais é pequena), sendo detido por uma camada de 7 cm de ar, ou por uma folha de papel ou chapa de alumínio de 0,06 mm. Portanto, essa radiação não é perigosa, sendo detida pela camada de células mortas da pele e podendo causar, no máximo, pequenas queimaduras.

  • Radiação beta (β): no experimento demonstrado mais acima, as radiações beta se desviavam no sentido do polo positivo, sendo, portanto, partículas de carga negativa. Com o tempo, descobriu-se que a partícula beta é, na realidade, um elétron emitido quando um nêutron do núcleo do átomo se desintegra, originando esse elétron, um neutrino e um próton. O próton é o único que permanece no núcleo – assim, quando o átomo emite uma radiação beta, seu número de massa permanece constante, mas seu número atômico aumenta uma unidade:

Emissão de radiação beta

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Seu poder de penetração é médio, podendo ser detido por uma chapa de chumbo de 2 mm ou de alumínio de 1 cm. Penetra até 2 cm da pele e causa danos sérios.

  • Radiação gama: é a única que não sofre desvios ao ser submetida a um campo eletromagnético. Isso significa que ela não é uma partícula, mas sim uma radiação eletromagnética sem carga e sem massa. Essa radiação é emitida na transmutação do núcleo, simultaneamente à emissão de partículas beta ou alfa. É representada pelo símbolo 00γ.

Por ser uma onda eletromagnética, a emissão das radiações gama não altera o número atômico e nem o número de massa do átomo; assim, não há equações para representar essa emissão.

Esquema de emissão gama

É a que possui maior poder de penetração, podendo atravessar completamente o corpo e interagindo com as moléculas, gerando íons e radicais livres que prejudicam as células vivas e causam danos irreparáveis.

A seguir temos um esquema que mostra a comparação do poder de penetração dessas três radiações:

Poder de penetração das radiações alfa, beta, gama






Aproveite para conferir nossa videoaula sobre o assunto:

Artigos Relacionados